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| Foto: Alexandre Loureiro |
RP: Se 2012 foi um ano para esquecer, 2013 já começou com uma classificação antecipada para a semifinal da Taça Guanabara. O que mudou?
DJ: É uma sequência de trabalho. O Joel [Santana] começou a remontar a equipe e nós pegamos esse trabalho em andamento. Quando cheguei, percebi que havia muitos jogadores com características semelhantes brigando por posições. Até conseguir montar um time que mudasse esse perfil levou um tempo. Na entrada de 2013 tivemos a vinda de jogadores importantes, já com esse novo perfil. Conseguimos dar mais velocidade à equipe. O aproveitamento da base deixada do ano anterior foi um fato importante. Não quer dizer que estamos com a equipe definida. Muito pelo contrário, sabemos que ainda passaremos por um ponto de oscilação até que alcancemos uma maturidade na nossa equipe. Por isso é que eu falo ao torcedor que não se iluda: este é um trabalho lento, moroso.
RP: O que achou da inversão do calendário, em que clubes que não estão na Libertadores têm poucos torneios no primeiro semestre e muitos no segundo?
DJ: Enquanto não adaptarmos nosso calendário ao europeu, teremos dificuldades. Este é o momento de pararmos para conversar sobre o futebol com a participação de treinadores e diretores. As coisas não devem ser decididas aleatoriamente. Está na hora de uma integração mais clara e direta de todos. Temos que nos unir para recuperar a posição de melhores do mundo. O futebol brasileiro está caminhando para uma situação muito complicada.
RP: Você não vê mais o Brasil entre os melhores do mundo?
DJ: É só nós olharmos o ranking da Fifa, que não é tão confiável, mas espelha o que nós vemos no nosso futebol, o que estamos vivendo no momento. O aparecimento de grandes jogadores era comum, agora estamos tendo grande dificuldade.
RP: Por quê?
DJ: O problema é que nós nunca fomos grandes formadores. Usamos a base para ganhar campeonatos. O vôlei nos deu um exemplo muito claro nesse sentido, quando começou a atentar para fundamento, nos últimos 15 anos, e virou uma equipe quase imbatível. O vôlei nos mostrou que o caminho é este: trabalhar a base. No futebol não, tem-se a ideia de que os jogadores brotam. Hoje a Europa é que faz o que o Brasil fazia, procura jogar com bola dominada, trocas de passes constantes. Aqui, os jogadores erram muito mais passes do que acertam. Isso é deficiência de formação, lá de trás.
RP: O que fazer para mudar essa situação?
DJ: Primeiro, nos abrirmos um pouco mais, nos aproximarmos também. A imprensa brasileira infelizmente nos últimos anos criou a cultura da crítica, nada presta, nada serve. Não se dá conta de que devia ter uma participação direta nesse resgate. Mudar o perfil e a postura, conviver mais diariamente com as diretorias, atletas e comissão. E os treinadores contribuíram sobremaneira para isso, porque hoje os treinadores fazem um trabalho de aluguel. Mas as contestações são acima do normal.
RP: No Flamengo, você tem uma geração que vem se impondo. Como lidar com projetos de estrelas como Rafinha?
DJ: Nosso trabalho sempre foi pautado em buscar novos valores dentro do clube, o que eu faço desde o figueirense. Tem que ter muito cuidado.
RP: Por que você decidiu que deveria ficar na Gávea?
DJ: Porque eu sinto que alguma coisa eu posso deixar dentro do flamengo. Eu vim porque tinha uma ambição gostosa de poder chegar a um clube como o Flamengo. E eu me preparei. Não é num momento desses que eu vou me voltar para qualquer situaçãozinha que aconteça, não vou deixar que no primeiro obstáculo um sonho que eu tinha se transforme em apenas uma passagem.
DJ: É uma sequência de trabalho. O Joel [Santana] começou a remontar a equipe e nós pegamos esse trabalho em andamento. Quando cheguei, percebi que havia muitos jogadores com características semelhantes brigando por posições. Até conseguir montar um time que mudasse esse perfil levou um tempo. Na entrada de 2013 tivemos a vinda de jogadores importantes, já com esse novo perfil. Conseguimos dar mais velocidade à equipe. O aproveitamento da base deixada do ano anterior foi um fato importante. Não quer dizer que estamos com a equipe definida. Muito pelo contrário, sabemos que ainda passaremos por um ponto de oscilação até que alcancemos uma maturidade na nossa equipe. Por isso é que eu falo ao torcedor que não se iluda: este é um trabalho lento, moroso.
RP: O que achou da inversão do calendário, em que clubes que não estão na Libertadores têm poucos torneios no primeiro semestre e muitos no segundo?
DJ: Enquanto não adaptarmos nosso calendário ao europeu, teremos dificuldades. Este é o momento de pararmos para conversar sobre o futebol com a participação de treinadores e diretores. As coisas não devem ser decididas aleatoriamente. Está na hora de uma integração mais clara e direta de todos. Temos que nos unir para recuperar a posição de melhores do mundo. O futebol brasileiro está caminhando para uma situação muito complicada.
RP: Você não vê mais o Brasil entre os melhores do mundo?
DJ: É só nós olharmos o ranking da Fifa, que não é tão confiável, mas espelha o que nós vemos no nosso futebol, o que estamos vivendo no momento. O aparecimento de grandes jogadores era comum, agora estamos tendo grande dificuldade.
RP: Por quê?
DJ: O problema é que nós nunca fomos grandes formadores. Usamos a base para ganhar campeonatos. O vôlei nos deu um exemplo muito claro nesse sentido, quando começou a atentar para fundamento, nos últimos 15 anos, e virou uma equipe quase imbatível. O vôlei nos mostrou que o caminho é este: trabalhar a base. No futebol não, tem-se a ideia de que os jogadores brotam. Hoje a Europa é que faz o que o Brasil fazia, procura jogar com bola dominada, trocas de passes constantes. Aqui, os jogadores erram muito mais passes do que acertam. Isso é deficiência de formação, lá de trás.
RP: O que fazer para mudar essa situação?
DJ: Primeiro, nos abrirmos um pouco mais, nos aproximarmos também. A imprensa brasileira infelizmente nos últimos anos criou a cultura da crítica, nada presta, nada serve. Não se dá conta de que devia ter uma participação direta nesse resgate. Mudar o perfil e a postura, conviver mais diariamente com as diretorias, atletas e comissão. E os treinadores contribuíram sobremaneira para isso, porque hoje os treinadores fazem um trabalho de aluguel. Mas as contestações são acima do normal.
RP: No Flamengo, você tem uma geração que vem se impondo. Como lidar com projetos de estrelas como Rafinha?
DJ: Nosso trabalho sempre foi pautado em buscar novos valores dentro do clube, o que eu faço desde o figueirense. Tem que ter muito cuidado.
RP: Por que você decidiu que deveria ficar na Gávea?
DJ: Porque eu sinto que alguma coisa eu posso deixar dentro do flamengo. Eu vim porque tinha uma ambição gostosa de poder chegar a um clube como o Flamengo. E eu me preparei. Não é num momento desses que eu vou me voltar para qualquer situaçãozinha que aconteça, não vou deixar que no primeiro obstáculo um sonho que eu tinha se transforme em apenas uma passagem.
Crédito: Flávia Ribeiro - Revista Placar





